A obra foi selecionada para a Mostra Brasil do In-Edit Brasil 2026. - Foto: Divulgação
Após integrar a Competição Oficial do É Tudo Verdade 2026, maior festival de documentários da América do Sul e conquistar a Menção Honrosa da Competição Brasileira de Longas ou Médias-Metragens, além do Prêmio EDT de Melhor Montagem em longa-metragem na competição paralela, APOPCALIPSE SEGUNDO BABY, dirigido por Rafael Saar, segue sua trajetória nos festivais de cinema.
A obra foi selecionada para a Mostra Brasil do In-Edit Brasil 2026. O documentário mergulha na vida, na obra e no universo espiritual de Baby do Brasil, uma das figuras mais exuberantes, inventivas e transgressoras da música brasileira.
Produzido pela Dilúvio Produções em parceria com o Canal Brasil, o filme reconstrói as memórias da artista por meio de viagens a lugares fundamentais de sua trajetória, como Salvador, Niterói e Santiago de Compostela. Os deslocamentos conduzem Baby por reflexões sobre sua infância, a fuga para a Bahia na adolescência, a vida comunitária ao lado dos Novos Baianos, a carreira solo e sua permanente busca espiritual.
Confira o trailer:
Ícone da contracultura brasileira, Baby relembra a obra e o estilo de vida libertários dos Novos Baianos, grupo que marcou o início de sua trajetória artística, além de revisitar suas inúmeras reinvenções estéticas, musicais e existenciais ao longo das décadas. Muito além de uma biografia convencional, APOPCALIPSE SEGUNDO BABY explora as múltiplas camadas de uma personalidade em constante transformação.
Sob a direção de Rafael Saar, que já trabalhou com Ney Matogrosso e dirigiu documentários sobre Luhli & Lucina, Maria Alcina e Luís Capucho, o filme também aposta na experimentação formal. "Subvertemos o modelo tradicional, deixamos de lado as entrevistas com personalidades e focamos na jornada autorreflexiva de Baby. Exploramos respostas e perguntas sobre uma figura que é um ícone da transgressão, buscando a definição de Baby no Los Angeles Times: de que ela possui o fogo e a fúria de uma Janis Joplin latina", explica o diretor.
A presença de APOPCALIPSE SEGUNDO BABY no In-Edit Brasil 2026 também se estende para além das sessões do filme. No dia 25 de junho, Rafael Saar participa do debate "Buscando histórias: o roteiro e o acaso nos documentários musicais", atividade paralela da programação do festival que reúne os realizadores Emílio Domingos (Os Afro-Sambas, o Brasil de Baden e Vinicius) e Dandara Ferreira (Vou Tirar Você Desse Lugar) para uma conversa acerca da narrativa cinematográfica. A mesa aborda as minúcias da criação, o desenvolvimento de protagonistas e as complexidades inerentes à transposição do real para a linguagem documental. O encontro acontece às 19h, na Matilha Cultural, com mediação do jornalista, cineasta e curador Duda Leite.
A produção de APOPCALIPSE SEGUNDO BABY teve início em 2008 e, dezoito anos depois, chega ao público como um retrato singular de uma artista que atravessou diferentes momentos da cultura brasileira sem jamais perder sua essência inquieta e visionária. O filme tem distribuição da Descoloniza Filmes.
SERVIÇO
Exibições no In-Edit Brasil 2026
18 de junho, quinta-feira, às 19h30 | Cinemateca Brasileira – Sala Oscarito
20 de junho, sábado, às 18h | Matilha Cultural
26 de junho, sexta-feira, às 17h | Centro Cultural São Paulo – Sala Paulo Emílio
Programação sujeito a alterações, confira o site do festival (aqui)
Atividade Paralela
Buscando histórias: o roteiro e o acaso nos documentários musicais
Data: 25 de junho de 2026
Horário: às 19h
Local: Matilha Cultural
Endereço: R. Rego Freitas, 542 - República, São Paulo
Mesa: Emílio Domingos (Os Afro-Sambas, o Brasil de Baden e Vinicius), Dandara Ferreira (Vou Tirar Você Desse Lugar) e Rafael Saar (APOPCALIPSE SEGUNDO BABY)
Mediação: Duda Leite
25 Junho, 2026 | 19:00 | Matilha Cultural
SINOPSE
Uma viagem em primeira pessoa pela trajetória da cantora Baby do Brasil. A partir de sua pluralidade transgressora, revisitamos este caminho, da liberdade dos Novos Baianos ao brilho da carreira solo, do espírito hippie ao pop multicolorido, de Janis Joplin a Ademilde Fonseca. A revelação da versatilidade rítmica e musical, e da ousadia de um ícone da contracultura.
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